Caldeira Velha


O Monumento Natural e Regional da Caldeira Velha localiza-se na Ribeira Grande, ilha de São Miguel, arquipélago dos Açores e apresentar-se como uma reserva da biosfera de grande importância para a botânica e faunas típicas das Florestas da Laurisilva, dada a grande diversidade de espécies e a elevada abundância de fetos arbóreos que povoam este Monumento natural, principalmente devido ao clima muito próprio que estimulou o aparecimento de associações de vegetação natural e floresta de espécies exóticas.


Monumento Natural e Regional da Caldeira Velha, local de banhos em águas termais, magnificas formações geológicas.

Monumento Natural e Regional da Caldeira Velha, caldeiras de águas ferventes.

Caracteriza-se também pelas suas características geológicas uma vez que que forças telúricas se fizeram sentir aqui em tempos geologicamente recentes com grande intensidade. O seu relevo acidentado profundamente encaixado na montanha do Pico do Fogo, aliado a uma ribeira com pequenos açudes e abundantes caudais em determinadas épocas do ano.

Os Açudes, devido à temperatura da água e a suas características medicinais são utilizadas há séculos para banhos.

Esta ribeira é alimentada por nascentes de água quente de origem termal que caem formando cascatas com água acastanhada devido à grande abundância de ferro existente na água.

É de salientar a abundância de caldeiras, fumarolas e afloramentos rochosos de cores variadas.

O seu ponto de maior altitude encontra-se nos 628 metros e faz parte dos contrafortes do Vulcão do Fogo, cuja cratera se encontra alojada a Lagoa do Fogo.

Ermida de Nossa Senhora do Monte Santo


Ermida de Nossa Senhora do Monte Santo, na freguesia de Água de Pau em São Miguel Açores.

Vila de Água de Pau


Água de Pau é uma vila que integra o concelho da Lagoa, na costa Sul da ilha de São Miguel, na Região Autónoma dos Açores, em Portugal. Está situada a cerca de 17 km de Ponta Delgada e a 7 km da sede do concelho.

Apresenta 17,43 km² de área e cerca de 3000 habitantes, com uma densidade populacional de 175,4 hab./km².

Grande parte da sua população dedica-se à agropecuária e à agricultura, sendo também de registar o número daqueles que têm a sua ocupação na construção civil, nos serviços e no comércio. O artesanato tem forte implantação na localidade, sendo de realçar os trabalhos em vime e de tecelagem.

No contexto do povoamento do arquipélago dos Açores é uma freguesia muito antiga, constituída em 28 de Julho de 1500.

A fixação dos primeiros habitantes na sua área terá ocorrido devido à presença de nascentes de água potável, por ser atravessada por uma ribeira que serviu como fonte de energia-motriz e, por último, devido ao facto de as suas terras serem férteis e abrigadas.

Sobre ela referiu Gaspar Frutuoso:

"Água de Pau assim chamada porque, segundo alguns, indo por ali os antigos descobrindo a costa do mar, acharam uma ribeira que caía de um alto e não sabiam determinar se era pau, se água, mas chegando mais perto viram ser água que corria por um pau que ali estava derribado.
Mas, segundo outros mais certos, vendo os primeiros descobridores da ilha cair pela rocha a água desta ribeira, curva e arcada, para o mar, lhe parecia pau por onde a água corria, e uns apostavam com os outros que era pau, outros que era água, até que chegando mais perto viram ser ribeira, e pela diferença que tiveram sobre ela, se era pau ou água, ainda que por pau não corria, lhe chamaram Àgua do Pau."1
No século XVI, a principal cultura terá sido a do pastel, enquanto que na zona do Paul existiam "pomares de muita fruta" enquanto na da Caloura predominavam a vinha e as figueiras.

A 28 de Julho de 1515, por carta régia de Manuel I de Portugal, Água de Pau foi elevada a Vila.

A Vila de Água de Pau,integrava o povoado de Ribeira Chã. No século XIX, "devido à falta de recursos e de elementos indispensáveis para poder continuar a ter uma administração regular", o concelho de Água de Pau foi extinto por força do decreto de 19 de Outubro de 1853, sendo o seu território incorporado no concelho da Lagoa. Pelo Decreto Legislativo Regional n.º 29/2003/A, de 24 de Junho, a freguesia de Água de Pau reforçou a categoria de "vila", que nunca perdeu.

Do ponto de vista cultural destaca-se a criação, em 1859, da primeira banda de música da localidade, "A União". A banda "Fraternidade Rural", ainda hoje existente, foi criada em 1867 com a designação de "Estímulo Artístico". Hoje, é grande o dinamismo da comunidade pauense na área da cultura, com a actividade das seguintes entidades: o Grupo Jovem Pauense, a Associação Musical "Os Amigos da Paz", o Grupo Musical "Lua Nova", o Grupo "Amantes da Musica", o Grupo de Escoteiros nº 97 da Vila de Água de Pau e ainda o Grupo "Luar de Agosto".

Cascata da Ribeira da Praia


Ribeira da Praia é um curso de água português localizado no concelho de Vila Franca do Campo, ilha de São Miguel, arquipélago dos Açores.

Este curso de água, drena uma área geográfica vasta cujo ponto mais elevado se encontra a cerca de 947 de altitude na Pico da Barrosa. Drena também parte da Reserva Natural da Lagoa do Fogo e parte do Vulcão do Fogo, local onde se localiza a Lagoa do Fogo.

Um dos seus afluentes encontra-se inserido na Serra de Água de Pau de que faz drenagem conjuntamente com a Ribeira das Três Voltas, a Ribeira das Barreiras e a Grota das Pedras. Dado o seu acentuado caudal possui uma instalação hidroeléctrica que aproveita a corrente tem uma capacidade de produção de cerca de 0,8 MW.

Este curso de água desagua no Oceano Atlântico, na Praia dos Trinta Reis, costa Sul da ilha depois de atravessar a localidade de Água de Alto.

Ermida de Nossa Senhora do Monte Santo


A Ermida de Nossa Senhora do Monte Santo localiza-se no chamado Pico da Figueira, na vila de Água de Pau, concelho da Lagoa, na ilha de São Miguel, nos Açores.
A ermida assinala o local onde ocorreram as aparições de Nossa Senhora a Maria Joana Tavares do Canto, nascida em Água de Pau a 21 de agosto de 1910, filha de Teófilo Tavares do Canto e Isolina Adelaide Soares. À época da Primeira Guerra Mundial, a menina, acompanhada pela amiga, Sofia Paulina, ou ainda na companhia de outras meninas da mesma idade, dirigia-se com frequência aquele pico para fazer as suas orações. Certo dia, a menina, acompanhada pela amiga, terá avistado e conversado com a figura de Nossa Senhora, que lhe terá revelado que voltaria a aparecer.

A notícia terá causado grande alvoroço na comunidade, dando lugar a que uma grande multidão, se dirigisse ao local. No dia 5 de julho de 1918, uma sexta-feira, na parte da tarde, perante cerca de doze mil pessoas, uma extraordinária visão do sol terá deixado entrever as figuras de Nossa Senhora e de Nosso Senhor, de Anjos e até os contornos de uma igreja.

A vidente adoeceu a 18 de setembro seguinte, e previu a sua morte, que teve lugar a 6 de outubro desse mesmo ano.

Para recordar o evento, os pais da menina decidiram edificar uma ermida no local da aparições, que ficou concluída em setembro de 1931, conforme inscrição numa lápide na parte posterior do edifício.
A ermida apresenta um corpo hexagonal. No interior, um único altar, com a imagem de Nossa Senhora do Monte esculpida em Lisboa, e diversas peanhas para várias imagens.

Em 1998, com a devida autorização da Diocese de Angra, foi erguida uma Cruz Luminosa na colina atrás da Ermida pela Fraternidade Missionária de Cristo-Jovem.
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